Karate-Do

O que é o Karate

 

O SIGNIFICADO DO “CAMINHO DO KARATE”

 

O Karate é uma arte de luta que utiliza técnicas com várias partes do corpo humano como se fossem armas. Sua escrita correta é “Karate-Do”. Porém pela força do hábito simplesmente o chamamos de Karate, a tradução para a língua Inglesa ou Caratê, a tradução para a língua Portuguesa.

Porém, no Karate-Do, além de técnicas de luta podemos aprimorar as nossas capacidades como pessoas humanas no desenvolvimento do caráter e desenvolver um sentido de compreensão existencial para nossas vidas, independente de sentido religioso ou crenças. O Karate-Do é uma espécia de “meditação em movimento”, basta praticá-lo com todo empenho que um dia você entenderá melhor o seu verdadeiro significado!

 

KARA = vazio     TE = mãos           DO = caminho

 

Significado usual do ideograma “Karate”:

Karate-Do “o caminho das mãos vazias”

Mãos vazias”, significa que no Karate não se utiliza armas, as partes do corpo são as armas.

 

Significado Filosófico do ideograma “KARATE-DO”

O caminho ao estado de “vazio interior” buscando eliminar do ego as discriminações, o ódio, o egoísmo e maldade... Pode ser entendido como o desenvolvimento emocional e espiritual do praticante. A sabedoria para ser uma pessoa melhor.

No oriente usa-se o termo “iluminado” para alguém que atingiu o nível máximo de evolução espiritual.

 

A HISTÓRIA DO KARATE

O Karate teve como berço à ilha de Okinawa, no arquipélago de Riu-Kyu, ao sul do Japão. No final da dinastia Ming, Okinawa passou a ser dominada pelo Japão que, para evitar a reação do povo nativo proibiu o uso de armas. Sob pressão militar, a população buscou, nos utensílios de uso cotidiano e no próprio corpo, meios de defesa (Nakayama, 1987). Surgiram então os primeiros indícios da arte marcial no início chamada de “tode”.

Devido à sua localização geográfica, Okinawa recebia comerciantes e visitantes de várias partes do continente. Nessa época, o “tode” (Karate primitivo) era influenciado pelas artes de luta praticadas principalmente na China.

O alvorecer do século XX trouxe consigo o deslocamento do enfoque de luta de sobrevivência para educação física com fundamentação espiritual. O karate deixou de ser ensinado apenas de modo secreto e, em 1916, mestre Funakoshi fez a primeira demonstração pública fora de Okinawa.

Mestre Funakoshi é considerado o pai do Karate moderno, por tê-lo aperfeiçoado técnica, literal e filosoficamente (Nakayama, 1987). Ele viajou por todo o Japão e foi convidado a lecionar em Universidades, onde o Karate passou a ser submetido à pesquisa científica, aprimorando técnicas e criando métodos de treinamentos sistemáticos (Silvares, 1987).

Após o sucesso de Funakoshi, outros mestres de Okinawa foram ao Japão divulgar os seus estilos de Karate. Segundo Okinawa (1985), a fusão do karate com a concepção japonesa de Arte Marcial deu origem a quatro estilos principais conhecidos hoje: Shotokan (Funakoshi), Shito-riu (Mabuni), Goju-riu (Miyagi) e Wado-riu (Otsuka).

Após a segunda guerra mundial, a emigração dos japoneses e o grande interesse das tropas de ocupação em aprenderem a lutar, difundiram o karate pelos continentes. Hoje o Karateé a Arte Marcial mais praticada no mundo, segundo dados da WKF – World Karate Federation.

 

A ORIGEM DAS ARTES MARCIAIS

Os primeiros indícios de Artes Marciais surgiram principalmente nos países do oriente, muito antes da invenção da escrita. Acredita-se que algumas técnicas de defesa e ataque tiveram origem na observação dos animais na natureza, mas a grande maioria realmente surgiu nas guerras entre os povos e também da necessidade de sobrevivência e obtenção de alimentos desde as primeiras civilizações.

A origem do termo artes marciais uma referência às artes de guerra e luta Sua origem é vinculada ao deus da guerra greco-romano Marte. Assim, as artes marciais segundo esta mitologia são as artes ensinadas pelo Deus Marte aos homens.

As artes marciais ou militares são todas as práticas utilizadas pelos exércitos no desenvolvimento de treinamento e habilidades para o uso em guerras não importando a origem ou povo que a criou.

Hoje, o termo artes marciais é usado para todos os sistemas de combate de origem oriental e ocidental, com ou sem o uso de armas tradicionais. No oriente, existem outros termos mais adequados para a definição destas artes, como Wushu na Chuina e Bushido no Japão que também significam artes de guerra, ou "Caminho do Guerreiro".

Muitas destas artes de guerra do oriente e ocidentes deram origem a artes atuais que hoje são praticadas em todo o mundo. No Japão, estas artes são chamadas de Budo ou "Um caminho educacional através das lutas".

Nos antigos templos, os monges desenvolveram técnicas de luta sem armas, objetivando saúde e autodefesa, onde, “através de exercícios penosos pretendiam o fortalecimento do corpo para dar morada à paz de espírito e à verdade religiosa” (Sasaki, 1989).

As artes marciais foram ensinadas em segredo de mestre para discípulo por séculos, por isso há grande falta de literatura apropriada que descrevam com exatidão a sua história.

 

A CONTRIBUIÇÃO DA GRÉCIA

A história da Arte de Combate na Grécia é muito longa. Os primeiros traços encontram-se no Egito, nas gravuras do tumulo de Benni-Hassan (2000 AC.) onde se encontram técnicas de luta com as mãos nuas, antes de passar por Creta e esperar o seu apogeu na Grécia clássica com os Jogos de Olímpia, onde havia artes de combate que faziam parte da formação dos jovens na cultura grega na educação clássica helenística.

PANKRATION: Sistema guerreiro elaborado pelos gregos antigos, misturando a luta e o pugilato. Este sistema de combate, compreendendo uma pratica marcial e desportiva contribuiu para fazer dos soldados gregos os senhores do mundo. O Pankration, ou Pangration, na sua versão desportiva, fez a sua entrada nos Jogos Olímpicos em 648 antes de Cristo. Esta Modalidade estendeu-se por toda a bacia do Mediteraneo, chegando à Índia e teria perdurado muitos anos após o fim dos Jogos Olímpicos em numerosos países de ÁFRICA, ORIENTE  e OCIDENTE.

Na Grécia, Turquia, Síria, Itália, França, Inglaterra, Espanha, Portugal, Egito, Tunísia, Japão, China, numerosos documentos atestam que diferentes formas locais antigas de combate livre possuem as suas origens no Pangration antigo que sobreviveu até aos nossos dias.

Foi com a fundação das cidades Sicilianas de Taormina, Syracusa e Messina pelos gregos que o Pangration começou a desenvolver-se em Itália. Depois, com a criação das cidades francesas de Marselha e Nice pelos gregos e com os seus lutadores de Pangration instalados, contribuíram para o desenvolvimento dos desportos de combate em Inglaterra, Espanha e Portugal.

No extremo oriente, as conquistas de Alexandre o Grande, contribuíram para estender as tradições marciais gregas até a Índia numa primeira fase.

A cultura asiática conheceu a sua idade de ouro durante a dinastia Han na China (206 AC e 220 DC) e é precisamente nesta época que se estabelecem os primeiros contatos da cultura grega com a chinesa.

A situação na Ásia central, que os gregos chamaram Bactria, sofreu numerosas influências de uma mistura das culturas Grega e Indiana por volta de 200 A C. com os reis gregos que subsistiram depois de Alexandre o Grande (356-323 A C.) no norte da Índia.

Os primeiros contatos Sino Gregos foram efetuados pelo rei grego Hermeos (Yun Mofu) que se aliou ao Império Han contra uma tribo chamada Yueshi.

Ouve também os terríveis Parthes, chamados Anxiren pelos chineses, assim como os Persas que também deram a sua contribuição ao desenvolvimento posterior às Artes Marciais Chinesas através do Budismo e da rota da seda.

Os gregos chamados Yunxiure, e depois Daqingren pelos chineses, tiveram uma importância que a história negligenciou no desenvolvimento das artes e da ciência na Ásia central.

 

A CONTRIBUIÇÃO DA ÍNDIA

Na antiga Índia, há mais de 5000 anos a.C. surgiu uma luta marcial cujo nome em Sânscrito era "Vajramushti", a tradução literal significa "punho real", ou "aquele cujo punho cerrado é inflexível". Era uma arte guerreira, desenvolvida pela casta marcial da Índia chamada Dshastra. Uma Arte Marcial que se desenvolveu simultaneamente com práticas de meditação e estudos dos antigos clássicos da Índia, como os Veda, Gita e os Purana. Tinha por objetivo o desenvolvimento espiritual, físico e de defesa pessoal. Nas origens do Budismo era ensinada junto com as técnicas de meditação Sakiamun. O Buda era um príncipe e como tal pertencia à classe guerreira dos Dshastras, assim aprendeu o Vajramushti como parte de sua educação militar. Mais tarde, também como guerreiro, ensinava o Vajramushti, visando a unificação da mente com o corpo.

Embora Buda o ensinasse como uma prática ascética, que visava à vivência dos preceitos budistas, os monges que se tornaram seus discípulos o apreciavam também como um recurso para a defesa pessoal para enfrentar os perigos daqueles tempos em suas peregrinações. Quase mil anos depois da morte de Buda, Bodhidharma, que era filho do Rei Sughanda e, portanto, príncipe, aprendeu o Vajramushti de um velho mestre chamado Prajnatara. Tendo se tornado o 28º patriarca do Budismo, viajou à China a convite do Imperador, Lin Wu Ti, que era um admirador do Budismo. Porém, Wu Ti era seguidor de uma linha nova no Budismo, com características ritualísticas e salvacionistas, contrárias às de Bodhidharma, que pregava a meditação e a busca interior. Por esta razão ele viajou ao vizinho reinado de Wei e hospedou-se no Templo Shaolin.

Valorizando o Vajramushti como auxiliar do homem em sua pesquisa interior, os monges budistas se desenvolveram enormemente nesta Arte Marcial e o Templo Shaolin ficou mais famoso como centro de Artes Marciais do que de budismo, efetivamente. O Vajramushti era ensinado em segredo no Templo Shaolin, devido ao seu poder como Arte Marcial, e as técnicas somente eram ensinadas às pessoas que entendessem o conhecimento de seu verdadeiro significado. Com o tempo ocorreu uma cisão nos propósitos do Templo. Conhecimentos de Vajramushti adicionados ao Kung-Fu antigo, originado dos tempos de Huang-Ti, eram ensinados ao povo com nome de Kung Fu Shaolin, com o objetivo de se defenderem do domínio dos oficiais corruptos do governo Manchu. Mas entre os monges Shaolin mantinha-se preservado o verdadeiro Vajramushti, que como recurso à meditação e ao desenvolvimento do espírito passou a ser chamado em chinês "Ch'an Tao Chuan", ou “A arte dos punhos no caminho da meditação”.

 

A CONTRIBUIÇÃO DA CHINA

Aproximadamente no ano 2600 a.C. surgia uma forma de combate individual chamado de Go Ti, que teria sido criado por um "Senhor da Guerra" chamado Chi-Yu.

Durante os turbulentos séculos VII e VIII a.C. foi escrito no livro "I Ching" que: "Sem as técnicas de luta, um homem é relegado ao posto mais baixo do exército". Enquanto isso, uma outra forma de evolução acontecia. Monges eruditos descreviam uma série de antigas ginásticas medicinais. Estes exercícios combinavam movimentos e posturas físicas com a respiração para purificar o corpo e o espírito.

O primeiro acontecimento de realce, no começo do século VI, foi o pronunciamento de Confúcio sobre a necessidade de se cultivar as Artes Marciais.

A seguinte grande influência na arte aconteceu em torno do ano de 520 d.C., com a chegada do monge budista Bodhidharma, que viera da Índia. Sua chegada trouxe mudanças significativas, influenciando os hábitos não só dos monges como de toda a comunidade.

Os conceitos de "mente vazia" e outras formas de estilo Zen eram rapidamente incorporados à arte. Após a morte de Bodhidharma, por volta do ano de 557 d.C., a Arte de Shaolin começou a tomar forma de luta, sendo mais tarde denominado "Shaolin su Chuan-Fa". Apesar de existirem na China inúmeros estilos de Kung-Fu, a linha de Bodhidharma foi a mais significativa para a evolução do ser humano, influenciando até hoje inúmeros Artistas Marciais.

O JAPÃO E AS ARTES MARCIAIS

As Artes Marciais Japonesas podem se dividir em três períodos: O período do Bujitsu, o do Bugei e o do Budô. No tempo do Bujitsu, existiam as técnicas primitivas de luta que eram usadas nas constantes guerras. Durante o século VII o Japão começou a assimilar a Cultura chinesa, utilizando a sua escrita e seu sistema hierarquizado, surgindo às classes militares. O príncipe Imperial Shotoki Taichu (595 - 621) favoreceu a expansão do Budismo e encorajou a penetração da cultura chinesa no país. Esta política possibilitou uma verdadeira reforma na administração e nas instituições. O período termina no final do século VIII com o florescimento da civilização de Nara, a primeira capital do Império Japonês.

O período Bugei surgiu em conseqüência da necessidade de defesa militar. As práticas Marciais foram mais desenvolvidas, surgindo várias escolas (ryu) e os primeiros mestres conhecidos. Com o estabelecimento do Xogunato, de 794 a 1615, iniciou-se a transferência da capital para Quioto. É nesta época do século IX e início do século X que enfraquece a autoridade Imperial e, em 1185, a família Minamoto toma o poder.

Verdadeiras dinastias de Xoguns tomaram nas mãos o destino do país. Período este que se estendeu até a dominação dos Tokugawa em 1603. Na era Iedo de 1615 a 1868, com os Tokugawa, transferiu-se a capital para Edo, a atual Tókio.

No período do Budô, o Shogun, Ieyasu Tokugawa, estabeleceu o seu governo em Edo. Com poder imenso, instituiu-se no governo passando-o para seus descendentes e trazendo um longo período de paz e tranqüilidade, graças à obediência que exigia dos chefes. Com o domínio Tokugawa, o Bugei passou a ser usado mais como um princípio de educação e ética para se atingir um elevado estado de espírito. A partir daí, a maior razão das Artes Marciais Japonesas passou a ser o aperfeiçoamento dos próprios praticantes. Surge então o Budô (O Caminho do Guerreiro).

Os mestres japoneses, temendo talvez o contato com o Ocidente e o choque do mundo moderno, quiseram colocar como importância essencial o Caminho (Dô), trocando os antigos nomes dos bujitsu, tais como ju-jitsu, aiki-jitsu, etc, para judô, aikidô, etc. Desta maneira esperavam que o grande público não confundisse as artes marciais com os esportes de combate e que o sentido do “Caminho” não se perdesse nos meandros da história.

O Budô é a continuação do Bujitsu em dois sentidos: para alcançá-lo e para que ele nos alcance. A busca técnica efetuada desde tempos remotos, pelos Mestres japoneses, se baseou sempre nos princípios de relações complementares que regem o universo. O jogo de forças ativas (yang) e passivas (yin) é posto em prática com uma precisão extraordinária nos movimentos de ataque e de defesa, de maneira que se possa neutralizar o adversário com um mínimo de esforço e um máximo de eficácia.

A INTRODUÇÃO DO KARATE NO JAPÃO

O Karate foi introduzido no Japão na década de 1920. Nessa época, o Karate não tinha, até então, um método de ensino formal e padrão, sendo ensinado por cada mestre segundo o seu gosto particular. Mas para que essa arte vinda da ilha de Okinawa pudesse ser aceita pela sociedade e a cultura japonesa, algumas coisas precisaram ser modificadas. O significado do ideograma (símbolo da escrita japonesa) “Kara” significava “Chinesa”. O karate então se traduzia por “mãos chinesas”. Mas ao longo da história, Japão e China haviam entrado em guerra muitas vezes, por isso o povo japonês não aceitaria algo que pudesse lembrar a China. Então mestre Funakoshi trocou o significado da palavra “kara”, já que os ideogramas japoneses podem ser lidos de duas maneiras (“kun” e “un”) segundo o seu significado ou segundo a sua pronúncia. O ideograma com a mesma pronuncia “Kara”, com novo significado que não “chinesa” tem origem no termo Sunya ou Sunyata do sânscrito que significa “zero”, “vazio”, e é muito usado na tradição Zen-Budista. Vários dos mestres que queriam introduzir o Karate-Jutsu no Japão decidiram adotar este outro símbolo e também trocaram a expressão “jutsu” (técnica ou arte) por “Do” que deriva da palavra chinesa “tao” (via, caminho). Este nome pareceu, então, apropriado já que descreve uma arte de luta sem armas e também duas características importantes do Zen-Budismo: a “mente vazia” (sem preocupações, ódio, inveja ou desejo) e o “caminho”, a “via” que devemos transitar para chegar a esse estado de iluminação.

Por influência de Jigoro Kano (criador do Judô), que era seu amigo, mestre Funakoshi também adotou o karate-gui, o uniforme branco, e o sistema de faixas e graduações de Kyus (faixas coloridas, da branca até a marrom) e Dans (do 1º ao 10º grau para os faixas pretas) similar ao que era usado no Judô.

Também foram adotados novos métodos de treinamento, os katas foram revisados e muitos deixaram de ser praticados, o Karate passou por uma reavaliação, deixando em segundo plano a sua origem guerreira para se tornar um esporte onde pessoas de todas as idades e classes sociais pudessem praticá-lo sem correr riscos à sua integridade física.

No ano de 1933, o Dai Nippon Butokukai, órgão japonês encarregado das artes marciais, reconheceu oficialmente o Karate-Do como Arte Marcial.

 

A BIOGRAFIA DO MESTRE FUNAKOSHI

Gichin Funakoshi foi o introdutor e mais importante divulgador do Karate no território central do Japão, recebendo por esse fato o nome de "Pai do Karate".

 

Em Novembro de 1868, no ano da restauração Meiji, nasce Gichin Funakoshi na cidade de Shuri, Okinawa. A família Tominakoshi (designação formal da família) possui o título Shizoku ("pequena aristocracia") e Gichin é neto de um confucionista que ensinara membros da família real - Gisu Tominakoshi. Tendo nascido como prematuro Gichin teve uma saúde débil por toda a infância.

Em 1880 começa a praticar To-de (Karate primitivo) em Okinawa, sob a orientação de Yasutsune Azato, pai de um colega seu da escola. A carta de recomendação do jovem é entregue a Azato por seu avô Gisu Tominakoshi. O médico da família - Tokashiki - apóia esse procedimento, como método de reforço da saúde do jovem. É provável que Funakoshi, antes de se tornar discípulo de Azato, tenha estudado durante um curto período com Taitei Kinjo, conhecido como "punho de ferro" pela sua capacidade de derrubar um touro com um único murro. Funakoshi há de conhecer e treinar com outros mestres, tais como: Yasutsune Itosu, Sokon Matsumura, Kanryo Higaonna, Kiyuna, Toono (originário de Naha) e Niigaki.

Aos 20 anos, em 1888, Funakoshi obtém aprovação nos exames para professor primário, profissão que exercerá até 1921.

Em 1902 lidera uma demonstração de Tode (Okinawa-te) perante Shintaro Ogawa, comissário escolar, contribuindo para o reforço do ensino da disciplina nos liceus da região. Em 1903 apresenta o primeiro programa pedagógico para a prática de Tode (Okinawa-te) nos liceus de Okinawa.

Em 1906 morre um dos seus grandes Mestres - Yasutsune Azato. No mesmo ano Gichin Funakoshi organiza a primeira exibição pública de Tode em Okinawa. Nasce o seu terceiro filho Yoshitaka (ou Gigo).

Em 1912, militares da Marinha Imperial Japonesa são mandados a Okinawa para aprender Tode (Okinawa-te) e treinam sob a orientação de Gichin Funakoshi.

Em 1913 Gichin Funakoshi organiza uma equipe de demonstrações de Tode (Okinawa-te) que, nos dois anos seguintes, realizará centenas de exibições perante milhares de espectadores por todo o território de Okinawa. Integram este grupo personalidades que hão de se tornar famosas no panorama do Karate, tais como: Choki Motobu, Chotoku Kyan e Kenua Mabuni.

Em 1915 morre o segundo principal Mestre de Funakoshi - Yasutsune Itosu. Em 1917 no Botoku-den de Kyoto efetua-se a primeira demonstração de Tode (Okinawa-te) fora de Okinawa, a qual é liderada por Gichin Funakoshi.

A seis de Março de 1921 o príncipe herdeiro Hirohito assiste a uma demonstração de Tode (Okinawa-te) liderada por Gichin Funakoshi no grande hall do Castelo de Shuri.

Ainda no mesmo ano Funakoshi funda e passa a presidir a Shobukai de Okinawa (Associação para a Promoção do Espírito das Artes Marciais de Okinawa).

Em 1922 Jigoro Kano, o fundador do Judô, efetua a sua primeira visita oficial a Okinawa e efetua um discurso acerca do Budo japonês que inspira os praticantes locais de Tode (Okinawa-te) a conhecerem a sua arte.

Nesse mesmo ano, primeiro de Abril, o Ministério da Educação organiza a "Primeira Exibição Atlética Nacional" em Tóquio onde se exibem diversas artes marciais. O Tode (Okinawa-te) é uma das artes convidadas e Gichin Funakoshi escolhido, pelos diversos peritos de Okinawa, para liderar a demonstração, a qual constitui a primeira apresentação pública de Tode ao público de Tóquio.

A 17 de Maio, na seqüência da exibição pública de Tode (Okinawa-te), Gichin Funakoshi realiza, a convite de Jigoro Kano, uma demonstração no Kodokan, na qual solicita ao seu discípulo Shinken Gima que demonstre a kata Naihanchi (mais tarde denominada Tekki). Nesta ocasião Funakoshi fabrica com as suas próprias mãos, para si e para o seu discípulo, os primeiros Karate-gi, inspirados no Judo-gi, uniformes também conhecidos como “kimonos”.

Em Junho Gichin Funakoshi publica um artigo sobre Tode (Okinawa-te) no jornal Tokyo Nichinichi. O primeiro artigo publicado sobre esta arte fora de Okinawa. As primeiras aulas são dadas aos membros do Tabata Popular Club e a primeira escola é aberta no Meisei Juku - um dormitório para estudantes originário de Okinawa - situado no bairro Suidobata em Tóquio.

Ainda no mesmo ano a editora Bukyosha traz a público o primeiro livro de Gichin Funakoshi: “Ryu-kyu Kempo: Tode". O artista Hoan Kosugi desenha, para a capa do livro, o famoso "Tigre" que se torna o símbolo da arte de Funakoshi.

Ainda no ano da sua chegada a Tóquio, Funakoshi recebe um aluno muito especial: Hironori Ohtsuka, na altura já de um experiente praticante de Ju-jitsu com 17 anos de prática. Tinha ouvido falar de Gichin Funakoshi, procurara-o, e decidira tornar-se seu discípulo. Então, Ohtsuka praticará sob a orientação de Funakoshi durante os próximos nove anos.

Em 1923 as instalações do Meisei Juko, onde Gichin Funakoshi reside, trabalha e dá aulas, são destruídas por um enorme terremoto.

Em 1924 Yoshitaka (Gigo) Funakoshi vai viver em Tóquio e passa a morar com seu pai. Embora praticante de Tode (Okinawa-te) Yoshitaka (Gigo) Funakoshi dedica apenas parte do seu tempo à prática, já que estuda no laboratório de radiologia da Universidade de Tóquio, aonde virá a obter o diploma de "Técnico de Radiologia", passando então a trabalhar nesse mesmo local e também no Ministério da Educação.

No mesmo ano, Hakudo (Hiromichi) Nakayama (o fundador do moderno Iai-do), ao tomar conhecimento que Funakoshi não tem onde dar aulas, oferece-lhe os horários livres do seu dojô de kendo, situado em Kyobashi, Tóquio. Funakoshi adota então um esquema de graduações de faixas (kyu e dan) semelhante ao do Judô. Todos os karatecas usam agora o Karate-gi branco que Funakoshi introduzira pela primeira vez na demonstração no Kodokan em 1921. Os dan's passam a usar faixa preta. É fundado o primeiro clube universitário, na Universidade de Keiho (a convite do professor Shinyo Kasuya, do Departamento de Línguas Germânicas).

Em 1926 Gichin Funakoshi publica, através da Editora Kobundo, uma segunda edição do seu primeiro livro, desta vez sob a designação de: "Rentan Goshin Tode Jutsu" (as "placas de impressão" originais do seu primeiro livro tinham sido destruídas no terremoto de 1923).

A 20 de Março de 1928 Gichin Funakoshi realiza uma demonstração de Tode (Okinawa-te) no Sainei-kan do Palácio Imperial, em Tóquio. Ainda em 1928 recebe a visita de Kenwa Mabuni e, no ano seguinte, de Chojun Miyagi, que efetuam as suas primeiras viagens a Tóquio. Nesse tempo, Funakoshi já possui 61anos.

No início da década de 30 assiste-se à abertura de clubes de Tode (Okinawa-te) em várias Universidades: Takushoku, Chuo, Shodai (agora chamada Hitotsubashi), Waseda, Hosei, Gakushuin, Nihon e Meiji. Gigo Funakoshi, a pedido de seu pai, começa tomar liderança das aulas de karate nas universidades, especialmente em Waseda.

Dentre os inúmeros discípulos de Funakoshi que aderem ao estudo da arte de Okinawa há a destacar dois nomes e duas datas:

Shigeru Egami que começa a treinar em 1931 na Universidade de Waseda, ajudando a fundar o Clube de Karate local e Masatoshi Nakayama que inicia a sua prática em 1932 enquanto aluno da Universidade de Takushoku.

Nesta data Gichin Funakoshi já mantinha os primeiros contatos com Morihei Ueshiba, o fundador do Aikido, freqüentando alguns dos seus seminários especiais e trocando opiniões pessoais com este acerca da essência do Budô.

Em 1933 Gigo Funakoshi passa a dar mais ênfase à prática do combate no Karate, criando o Kihon Ippon Kumitê (luta combinada).

Em 1934 os alunos de Funakoshi sob a orientação de Takeshi Shimoda - considerado o seu mais talentoso estudante e conhecedor de Kendo e Ninjutsu (escola Nen Ryu) - realizam uma digressão pela área de Kyoto-Osaka e pela ilha de Kyushu. Em seguida, Shimoda contrai uma pneumonia e morre poucos dias depois. Após a morte de Takeshi Shimoda, Gichin Funakoshi nomeia como principal assistente seu filho Gigo Funakoshi que, entretanto obtivera o título de Renshi da Butokukai.

Ainda no mesmo ano, Gigo Funakoshi introduz o Jiyu Ippon Kumite (luta semi-livre). Hironori Ohtsuka, que fora aluno dedicado de Funakoshi, porém um pouco rebelde, abandona seu mestre e abre um dojô (Wado) em Tóquio e começa a ensinar a sua arte conciliando a atividade pedagógica com a sua profissão de médico. O tipo de prática que propõe incorporando exercícios de Tode e técnicas de Ju-jitsu - constitui uma oposição ao método de Gichin Funakoshi. Gera-se a primeira cisão na prática do Karate, havendo vários grupos universitários que aderem ao método de Ohtsuka, que em breve será denominado Karate estilo Wado-ryu.

Em 1935 Kichinosuke Saigo, importante figura política da época e um dos mais antigos alunos de Gichin Funakoshi, cria um comitê que propõe, como primeira tarefa, a construção do primeiro dojô de karate no Japão. Esse comitê é considerado o embrião da Associação Shoto (Shotokan).

Nesse mesmo ano Gichin Funakoshi publica a sua obra fundamental, "Karate-do Kyohan" (conhecida internacionalmente como "O Texto do Mestre"). Nessa obra Funakoshi propõe oficialmente a modificação do kanji "To" - associado à dinastia chinesa Tang, e que significa "antigo" - pelo Kanji "Ku", que significa "vazio". Uma vez que ambos os Kanji também se podem pronunciar "Kara", e a forma verbal continua inalterada. Karate deixa então de significar "a mão antiga" ou "chinesa" e passa a ser conhecido como “o caminho das mãos vazias”.

Ainda em 1935 Gigo Funakoshi introduz a prática do Jiyu Kumite ("luta livre") e, com o apoio de Shigeru Egami e Genshin Hironishi, entre outros, desenvolve novas técnicas de pernas como: Yoko Geri (Kekomi e Keage), bem como várias formas de Mawashi-Geri, Fumikomi e Ushiro-Geri. E as posições de base tornam-se mais baixas do que as antigas.

Na Primavera de 1936, o recolhimento de fundos iniciado no ano anterior por Kichinosuke Saigo dá os seus frutos e o dojo de Funakoshi começa a tornar-se uma realidade. Na porta de entrada é colocada uma placa com o nome “Shotokan" - designação escolhida pelos alunos de Gichin Funakoshi em homenagem ao Mestre, que costumava assinar os seus poemas com o pseudônimo "Shoto" (literalmente: "ondulação dos pinheiros").

Em primeiro de Março de 1938 conclui-se a construção do dojo Shotokan. Com a materialização do Shotokan, aumenta o "espírito do grupo" criado em 1935 por Kichinosuke Saigo para o desenvolvimento dos ideais de Gichin Funakoshi.

Em 1939 Gichin Funakoshi e Kenwa Mabuni inscrevem as suas respectivas escolas de Karate no Butokukai. Após se terem submetido a exame, na mesma sessão, é lhes concedido o grau Renshi.

 

Em 1940 Gichin Funakoshi proíbe os seus alunos de executarem Jiyu Kumite ("combate livre") por verificar que, em parte devido ao fervor nacionalista e também pelo desejo de competição, essa prática induz a um espírito de violência, contrário à essência do Budo.

Em Dezembro de 1943 Gichin Funakoshi publica "Karate-Do Nyumon". Acredita-se que o seu filho Yoshitaka Funakoshi tenha colaborado ativamente com ele na elaboração da parte técnica do livro, juntamente com Wado Uemura e Yoshiaki Ayashi.

O ano de 1945 vai revelar-se um ano terrível para Gichin Funakoshi. No dia dez de Março, o Dojô Shotokan e a residência anexa da família Funakoshi, são destruídas durante os bombardeios de Tóquio. Gichin Funakoshi é acolhido pelo filho mais velho Yoshihide, passando a residir na casa deste situada no bairro Koishikawa em Tóquio.

No final desse ano Gigo Funakoshi morre em decorrência de uma prolongada doença pulmonar. O funeral ocorre em 24 de Novembro.

A esposa de Gichin Funakoshi, que lograra sobreviver à destruição de Okinawa, deixa a sua região natal e reúne-se ao marido em Oita, Kyushu, onde passam a viver em condições muito difíceis.

No final do outono de 1947 a esposa de Gichin Funakoshi morre devido a uma crise de asma. Logo após, Funakoshi regressa a Tóquio, voltando para casa do seu filho mais velho Yoshihide. Encorajado pelos discípulos, organiza, ainda em 1947, uma grande demonstração de Karate em Tóquio.

No dia primeiro de Maio de 1949, às 18 horas no Iomiuri Shibum Hall, é criada a Nihon Karate Kyokai (conhecida internacionalmente por Japan Karate Association – NKK ou JKA).

Em 1951, apesar da idade avançada (mais de 80 anos), Gichin Funakoshi continua a ensinar, quase exclusivamente Kata, nas universidades de Waseda, Keio, Hosei, Chuo, Hitotsubashi e Gakushin e, ainda, no Colégio Japonês de Medicina, Colégio Nacional de Educação Física (Nikaido) e nas Academias Naval e Militar.

A 13 de Outubro de 1956 Gichin Funakoshi termina o Prefácio da segunda edição de Karate Kyohan.

Em 26 de Abril de 1957 falece o mestre Gichin Funakoshi.

O filho primogênito - Yoshihide - decide organizar o funeral com o apoio da Nihon Karate Shotokai. A JKA discorda da decisão de Yoshihide Funakoshi e afirma recusar-se a participar no funeral de Gichin Funakoshi caso não lhe seja permitido organizá-lo. Promove-se uma reunião de emergência entre a Nihon Karate Shotokai e a Nihon Karate Kyokai (JKA). Não tendo sido possível consenso entre ambas as partes, conclui-se que a decisão de participação no funeral de Mestre Funakoshi competirá à consciência pessoal de cada um dos seus alunos.

Em Junho desse mesmo ano a JKA organiza, no maior espaço coberto japonês para a prática desportiva, o Ginásio Metropolitano de Tóquio, o primeiro “All Japan Karate Championship Tournament”, trata-se da primeira competição pública de Karate no Japão.

Juntamente com a emigração japonesa, a essa altura o Karate espalhava-se pelos continentes de forma acelerada, tornando-se então um fenômeno mundial.

 

 

MASATOSHI NAKAYAMA

Após a morte do mestre Funakoshi, Masatoshi Nakayama continuou divulgando a tradição do Karate Shotokan. Sendo professor e diretor de Educação Física na Universidade Takushoku, Nakaiama foi instrutor-chefe da Associação japonesa de Karate de 1955 até 1987, ano em que faleceu. Faixa preta de nono grau, ele foi um dos primeiros a enviar instrutores para fora do Japão e a incentivar o desenvolvimento do Karate como esporte, proporcionando-lhe uma base científica.

Em 1948, discípulos das universidades de Keio, Waseda e Takushoku se reuniram com mestre Gichin Funakoshi na universidade de Waseda. O objetivo da reunião foi elaborar um conjunto de idéias com vistas à unificação dos katas, que haviam estado sujeitos as diversas interpretações individuais e subjetivas no período pós-guerra. A coleção de livros “O melhor do Karate” de autoria de mestre Nakayama adota os critérios de padronização definidos nesse encontro.

 

 

O KARATE NO BRASIL

Os imigrantes japoneses começaram a chegar ao Brasil em 1908. Nas décadas seguintes, alguns japoneses que chegavam começaram a ensinar Karate aos jovens nipônicos e aos poucos brasileiros que se interessavam. Porém, oficialmente o Karate teve início no Brasil na década de 50, primeiro no estado de São Paulo e depois em outros estados. Em 1956 o prof. Mitsusuke Harada organizou a primeira academia no centro da capital Paulista. Seguindo o exemplo, em 1958, Akamine e outros mestres de Karate fundaram suas academias: Juichi Sagara e Okuda em São Paulo, Yasutaka Tanaka e Sadamu Uriu no Rio de Janeiro, Higashino em Brasília, Machida no Pará e Eisuku Oishina na Bahia. Além destes, muitos outros mestres Japoneses vieram ao Brasil ensinar Karate. A partir de então o Karate começou a crescer no país.

 

O KARATE MODERNO

O Karate moderno não é mais usado para lutarmos contra samurais de armaduras ou para quebrar telhas e tábuas. Hoje em dia, praticamos Karate para melhorar a saúde, como hobby, para participar de competições esportivas e ainda também como método de defesa pessoal. Porém a defesa pessoal no século XXI não é mais a mesma, pois as formas de violência são muito diferentes em cada época e região. Diríamos então que o Karate hoje é uma ferramenta para auxiliar o homem moderno a ter melhor qualidade de vida. Por isso, não podemos praticar golpes com contato excessivo ao treinar com nossos colegas de academia. Pois as pessoas procuram o Karate para terem benefícios, para se sentirem melhores e não para saírem machucados ao final de uma aula!

Nos campeonatos de Karate, os adversários adevem aplicar os golpes com controle absoluto da distância e intensidade. Chama-se “SUN DOME”, o ato de executar um golpe parando cerca de dois centímetros do adversário.

As competições de Karate também podem auxiliar a moldar o caráter dos praticantes: aprender a encarar a vitória ou a derrota, desenvolver coragem de enfrentar um adversário mais forte, ter persistência e continuar lutando mesmo estando em desvantagem, cansado ou sentindo dor... Esses são apenas alguns exemplos de como karate esportivo pode ensinar o indivíduo a enfrentar situações não esperadas, ou seja, a reagir adequadamente diante do desconhecido. Segundo Sasaki (1989), “Nos aspectos negativos da competição, aprende-se a conviver com eles e superá-los”.

Atualmente, o Karate aproxima o conhecimento antigo oriental ao científico ocidental, criando um elo entre estas duas grandes civilizações. Para muitos, pode ser surpresa saber que as técnicas criadas e aperfeiçoadas através da prática constante e prolongada dos primeiros mestres, segundo se constatou, estão em concordância com os princípios científicos modernos (Nakaiama, 1977).

 

BENEFÍCIOS

A prática corretamente orientada de Karate proporciona inúmeros benefícios. Porém, algumas pessoas iniciam seus treinamentos com apenas um objetivo: aprender a lutar. E após superar esta fase, esses karatecas logo desistem. Talvez por falta de conhecimento de todas as vantagens que o Karate pode trazer em longo prazo. O Karate deve ser para a vida toda. Devemos ter vários objetivos com nosso treinamento, e não apenas um. Dessa forma, teremos motivação para praticar durante todas as fases de nosso desenvolvimento.

 

Veja na tabela abaixo alguns benefícios da prática do Karate:

 

 

O Karateca...

 

MELHORA

 

 

REDUZ

 

SAÚDE

FÍSICA

Circulação do sangue;
Respiração;
Tonifica os ossos;
Elasticidade dos músculos e articulações;
Resistência a doenças e infecções.

As dores reumáticas;

As gorduras em excesso;
A flacidez dos tecidos;

O cansaço e a fadiga;
O uso de Medicamentos;

O uso de drogas.

 

EDUCAÇÃO PSICOMOTORA

Coordenação Motora;

Velocidade e agilidade;
Domínio corporal;
Percepção espaço-temporal;
Reflexos rápidos.

 

 

EQUILÍBRIO EMOCIONAL

Autoconfiança;

Concentração mental;
Força de vontade;

Disciplina;
Energia interior.

Agressividade;
Estresse;
Medo e a insegurança;
Depressão;

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL

Convívio social;

Amizades e companheirismo;

Brigas na rua e na escola;

 

 

 

DEFESA PESSOAL

Conduta preventiva à violência;