Contos para reflexão

01/05/2010 23:45

Perguntou o discípulo ao Mestre:
- Como nos tornamos sábios?
O mestre respondeu:
- Boas escolhas.
- E como fazemos boas escolhas?
- Experiência, acrescentou o Mestre.
- E como ter experiência, retornou o discípulo?
- Más escolhas, completou o Mestre. (Zen)

 

Comentário de: HIROKAZU KANAZAWA
"ESFORÇAR-SE PARA APERFEIÇOAR A PERSONALIDADE"
Hirokazu Kanazawa é sem dúvida alguma, um dos mestres de Karate que mais respeito e adesões desperta. Uma unanimidade muito difícil de conseguir num mundo onde as invejas e as faladúrias são tão frequentes.
Kanazawa oferece-nos uma bela reflexão sobre a vida, no marco dos dias e tempos que ocorrem. Sempre ao finalizar o ano, ainda que seja só por um momento, reflectimos sobre a finitude da vida, o passo do tempo e a evolução das nossas vidas.
Esta reflexão enquadra-a no comentário ao Dojo Kun do mestre Funakoshi. Nesta ocasião comenta o primeiro ponto "Esforçar-se para aperfeiçoar a personalidade". Kanazawa não é um homem prolífico em palavras, como quase todos os Mestres nipónicos, mas ele tem esse dom de transmitir, um dom especial em tudo quanto faz. Este texto resume sinceridade e sem dúvida é o resultado de uma experiência sentida, não de uma elucubração mental ou emocional.

O QUE EU PENSO NO PRIMEIRO DIA DO ANO, CONTEMPLANDO O MONTE FUJI.
Encanta-me o monte Fuji.
Lembro-me com prazer, que no Verão subia o monte Fuji com os meus filhos. Também me lembro quando o primeiro dia do ano, olhava para ele da praia de Odawara, depois do primeiro treino com os meus alunos. Também gosto de contemplá-lo sozinho, por que a figura do monte Fuji sugere-me o caminho do karate e a vida.
Faço-vos uma pergunta que a mim me têm feito em várias ocasiões. Para que treinas Karate? Como respondeis? Acredito que existam várias respostas corretas como: treinamos "para fortalecermo-nos" ou "para obter bons resultados", etc... Mas quanto ao verdadeiro treino, a melhor resposta é que leva-nos à perfeição da personalidade.
Quando começamos a subir uma montanha, pensamos ser fácil. É quando tendemos a dizer coisas descorteses e portar-mo-nos como sabichões.
No entanto, à medida que subimos a montanha começamos a sofrer; quanto mais íngreme é o caminho, mais sofremos, até o ponto de chegar a arrenpendermo-nos de ter começado a subir a montanha.
É esta uma época na que vivemos imersos na dúvida acerca da nossa carreira, ou questionamos para quê viver..., se realmente merece a pena viver.
Finalmente chegamos ao ápice. Maravilhosa paisagem! Nesse momento desaparecem os sofrimentos.
A descida é muito mais agradável. Já podemos caminhar alegremente, olhando para a bonita paisagem na que não tínhamos podido reparar até esse momento.
É então quando podemos olhar com carinho para aqueles que vêm subindo, ladeira acima. Neste longo espaço de tempo, desaparece a sensação de ira e de ódio sem que disso nos apercebamos, e inclusivamente chegamos a recordar com sossego e dulçura, aquelas sensações e eventos que antes nos resultaram duros.
Também podereis ter acesso ao destino final, ao cume, subindo pelo sopé da montanha. Neste caso, se bem não se sofre tanto, também não se sente a mesma alegria. Quem quiser gozar só da descida..., não o conseguirá sem subir. Sempre, o importante está no caminho.
Desde que nascemos começamos a subir a montanha da vida, algumas vezes caindo e feríndo-nos. Quando já andamos de descida, lentamente, recebendo a luz do sol poente, quando sabemos de alegrias e de tristezas, chegamos a ser pessoas com dignidade, das que aflora uma luz brilhante como a prata. Este é o alpinismo que a um ser humano é-lhe permitido fazer só uma vez na vida!
Eu já cheguei a poder contemplar um pouco da bela paisagem em minha volta. Muitos de vós ainda não podeis...Acho que até aos 60 anos só há subida atrás de subida.
Vamos! Subam a montanha da vida de modo a que as pessoas digam que a vossa vida é uma obra de arte!

 

A COR DO MUNDO
O ancião descansava sentado em velho banco à sombra de uma árvore,  quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou a seu lado:
- Bom dia!
- Bom dia! Respondeu o ancião.
- O senhor mora aqui?
- Sim, há muitos anos...
- Venho de mudança e gostaria de saber como é o povo daqui. Como o senhor vive aqui há tanto tempo deve conhecê-lo muito bem.
- É verdade, falou o ancião. Mas por favor me fale antes da cidade de onde vem.
- Ah! É ótima. Maravilhosa! Gente boa, fraterna... Fiz lá muitos amigos. Só a deixei por imperativos da profissão.
- Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vai gostar daqui.
O forasteiro agradeceu e partiu. Minutos depois apareceu outro motorista e também se dirigiu ao ancião:
- Estou chegando para morar aqui. O que me diz do lugar?
O ancião, lançou-lhe a mesma pergunta:
- Como é a cidade de onde vem?
- Horrível! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar horroroso!
- Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente...
Assim somos nós.... vemos no mundo e nas pessoas algo do que somos,  do que pensamos, de nossa maneira de ser. Se somos nervosos, agressivos ou pessimistas, assim será o mundo e só acharemos problemas e conflitos. Em outras palavras, o mundo tem a cor que lhe damos através das nossas lentes... da nossa maneira de ver as coisas. Se vemos o mundo com lentes escuras do pessimismo, tudo à nossa volta nos parecerá escuro... envolto em trevas. Se estamos turvados pelo desânimo, o universo que nos rodeia se apresenta desesperador. Mas, se ao contrário, estivermos otimistas, sentiremos que em todas as situações há aspectos positivos e cheios de entusiasmo. A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica... da maneira como estamos no sentindo, afinal, o exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior. Ser otimista é ser gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria. Cultivando o otimismo nos sentimentos adquirimos visão para perceber o lado bom da vida que nos rodeia... temos confiança em Deus e tudo será belo e ao nosso redor teremos alegria e felicidade.
Veja o mundo com muita ALEGRIA e AMOR e SEJA FELIZ!!!!  
AUTOR DESCONHECIDO

A lição do bambu
            Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, por aproximadamente cinco anos, exceto o lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo. Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída.
            Então, no final do último ano, o bambu chinês, cresce até atingir a altura de 25 metros. Um escritor de nome Covey escreveu: Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e às vezes não vê nada por semana, meses ou anos. Mas se tiver paciência, persistência e flexibilidade para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo o seu quinto ano chegará, e, com ele, virão um crescimento e mudança que você jamais esperava.
            O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos. Para ações devemos sempre lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante as dificuldades que surgirão. Tenha sempre dois hábitos: Persistência e Paciência, pois nós merecemos alcançar todos os nossos sonhos!!!
            AUTOR DESCONHECIDO

 



 

 


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